Montessori

Como preparar actividades Montessori

Estou tão empolgada por vos apresentar a Diana!

Descobri o seu blog – http://www.taquid.com/ – por mero acaso. Confesso que fiquei colada ao ecrã, a ler atentamente cada um dos seus posts, a tentar ao máximo absorver toda aquela informação tão sabiamente partilhada. Nessa mesma tarde decidi contactá-la, precisava de divulgar o seu fantástico trabalho; tenho a certeza que também irão achar útil.

Esporadicamente a Diana irá escrever para a página sobre diversos temas ligados à educação Montessori. Achei por bem começarmos pelos aspectos mais básicos e foi este o meu pedido – ouvimos falar sobre este método, por vezes tentamos aplicar algumas actividades que vemos aqui ou acolá, no entanto poucos são os que conhecem verdadeiramente o que lhe está subjacente. Não me faz sentido aplicar algo só porque me dizem que é “giro e bom”, importa perceber quais são os seus princípios/linhas orientadoras, até para ter uma forma de avaliar a qualidade de determinada actividade que me é proposta. Por isso, será daqui que vamos partir.

(texto da Diana)

“The first aim of the prepared environment is, as far as it is possible, to render the growing child independent of the adult”                                          The Secret of Childhood

A educação Montessori está orientada para despertar o interesse e permitir à criança uma aprendizagem significativa. É um sistema baseado na escolha de algo em que a criança demonstra interesse. Este interesse natural conduz a uma motivação interior que desenvolve a atenção e a concentração.

A autonomia da criança é a chave para a sua escolha livre. Esta liberdade de escolher o seu próprio trabalho atende à necessidade e à vontade da criança.

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Para quem está a iniciar os estudos ou a aplicação do método, pode sentir-se confuso sobre como organizar os materiais e as atividades. Quando planeamos e organizamos materiais ou atividades para o ambiente preparado, devemos sempre pensar em algumas caraterísticas base:

Sentidos. Os sentidos são agentes de absorção de conceitos. A aprendizagem sensorial assume muita importância em todo o método;

Ritmo. A criança tem o seu próprio ritmo. Respeitar. Nem sempre a criança consegue desenvolver a actividade a 100%, especialmente das primeiras vezes. Se não conseguiu ou não mostrou interesse, não tem importância;

Mãos. O órgão que está ao serviço da mente é a mão.

Erro. Em caso de erro o material deve dar essa resposta, deve ter controle de erro.

Silêncio. A criança precisa de se focar no material e não nas nossas palavras. Devemos usar o menor número de palavras possíveis;

Organização. É habitual organizar os materiais em tabuleiros. Primeiro, para organizar tudo o que é necessário e dessa forma evitar movimentos e distrações em busca do que falta. Segundo, porque fica tudo preparado na estante de actividades, permanecendo disponível para a criança. Terceiro, fica tudo arrumado no final, no sítio indicado;

Real. Dentro do possível, oferecer à criança materiais e atividades com elementos reais ou naturais. O trabalho torna-se muito mais rico;

Beleza. O Belo inspira o interesse. Objetos e atividades que encantem a criança tornam-se mais atrativos.

Na hora de preparar os materiais, estas regras básicas, são uma grande ajuda. É essencial observar muito bem. Com a observação conhecemos cada vez melhor a criança e dessa forma cresce a empatia pelas suas necessidades de desenvolvimento. Melhora também, o respeito pelo seu tempo, o respeito pela sua personalidade.

Para a criança não interessa o fim, mas sim o processo. Por isso o conceito de resultado final é muito alargado e vai mudando consoante a idade. Quando a criança trabalha de forma concentrada nas atividades, sente uma grande satisfação.  Este sentimento de conquista conduz a criança numa aprendizagem de descoberta.

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