Menina, Mulher & Mãe

As mães têm medo do escuro

Vou contar-te um segredo, promete-me que não dizes a ninguém. Aproxima-te mais, não quero que nos oiçam. Sabes, a verdade é que as mães têm medo do escuro.

Quando nasce uma mãe, existe um caminho que se percorre no escuro com um bebé nos braços. “É só ir em frente”, dizem os mais experientes, esquecendo-se que para quem não conhece o percurso, andar no escuro é assustador – são tantas as dúvidas e incertezas. Dás o primeiro passo a medo, é tudo novo – “Estarei a ir no caminho certo? Será que devo ir mais rápido ou mais devagar? Se colocar o pé ali, será que vou cair?”. Invadida pelo receio e pelas dúvidas vais dando um passo, depois outro, ainda sem certeza se estarás a ir no caminho certo. Ainda assim, não existe outra hipótese, há que seguir em frente.

Ao longo do percurso vais encontrando locais cheios de luz e cor, sentes-te feliz e plena, olhas para o teu bebé e por momentos acreditas  que estão a ir na direcção certa. Ainda assim, esses locais vão-se intercalando com outros mais sombrios, no trajecto tropeças e cais, sentes-te frustrada pois eras capaz de jurar que estavam a ir tão bem. À frustração junta-se a culpa que te aponta o dedo por não conseguires fazer o caminho de olhos fechados e a dada altura dás por ti a rever todos os passos que pensas terem sido mal dados e no impacto que têm no teu filho.

A dada altura, no pico da exaustão (sim, caminhar no escuro com um bebé ao colo é desgastante), sentes vontade de gritar: “Por que raios passa por aqui tanta gente e ainda ninguém criou um mapa? Por que não me avisaram que estaria tão escuro aqui?”. Parece tão simples, bastava criar um guia por onde quem por ali passa se pudesse orientar. A verdade é que apenas te podem colocar algumas velas no caminho como forma de o iluminarem mais um bocadinho; não existem percursos iguais, não tentes ver no chão as pegadas que os outros foram deixando, a forma como caminham é diferente da tua e os seus destinos, de acordo com o que viveram e aquilo em que acreditam, também o serão.

No meio do escuro, com as emoções à flor da pele, é fácil comparares-te  com quem vai mais à frente e esqueceres-te de olhar ao teu redor. Se o fizeres, poderás ver outras mães com os seus filhos ao colo, com tantas dúvidas e incertezas como tu, com receio de não estarem a seguir o melhor caminho, a culparem-se por cada passo que as levou a tropeçar. Podes continuar a fingir que tens a certeza do que estás a fazer ou olhá-las nos olhos enquanto assumes que lidas com o mesmo; aposto que se caminharem de mãos dadas, iluminando os percursos umas das outras, o percurso será mais fácil para todas.

Vou contar-te um segredo que talvez só seja secreto para quem não tem filhos: todas as mães têm medo do escuro, não és só tu.

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Menina, Mulher & Mãe

Filhos – as nossas bolas de sabão

Fechamos os olhos e enquanto sopramos esperamos que a bola de sabão se forme como sempre a sonhámos – grande, redonda e perfeita. Quando a vislumbramos pela primeira vez  todas essas preocupações caem por terra; damos por nós a perceber que ela só poderia ser como é – perfeita.

Não conseguimos tirar os olhos daquela que será seguramente a nossa melhor criação. Perdemo-nos no tempo a observar os seus detalhes, como é brilhante e simplesmente linda; conhecemos cada contorno seu, cada reflexo, cada sonho. Sentimos que ela é muito mais do que poderíamos pedir – ai, como o coração se enche de amor e gratidão!

Ali está ela, ainda trémula, a tentar ganhar o seu espaço.

À volta levantam-se vozes que nos dizem que a nossa criação poderia ser maior/menor, mais larga/mais estreita, mais/menos colorida; irão compará-la às suas criações e levar-nos-ão a sentir que a nossa não voa suficientemente alto. O que eles não sabem é que o melhor da nossa bola de sabão não está à vista – naqueles reflexos que só nós conhecemos vivem histórias, experiências e sonhos únicos que a tornam tão especial, cores demasiado bonitas para serem descritas.

Enquanto a observamos sonhamos com os sítios por onde irá passar, as pessoas que irá ver, o que irá aprender ao longo desta aventura. O coração contorcesse cada vez que constatamos que a dada altura teremos de a deixar voar sem a nossa supervisão.

Começamos por controlar a nossa criação de perto, não sabemos até que ponto será capaz de voar alto e vencer. Trememos cada vez que uma rajada de vento se aproxima. O  seu voo vai-se tornando cada vez mais alto e aquela bola que era só nossa vai-se tornando do mundo.  Por muito que nos sintamos tentados a agarrá-la e a mantê-la protegida entre as nossas mãos, sabemos que tal a faria rebentar, soprar com força obrigando-a a seguir um determinado caminho também seria arriscado; resta-nos soprar docemente, dando alguma orientação e afastando-a dos obstáculos, cientes de que o caminho será sempre percorrido por ela e que não a poderemos afastar de todos os perigos – muitos deles terão de ser contornados sem ajuda.

Ter filhos é isto: criar, cuidar, amar e deixar voar enquanto os observamos com orgulho.

 

 

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Menina, Mulher & Mãe, Sem categoria

Larguem as mamas das mães

Hoje, uma colega (não é a mesma de segunda-feira) deixou um saco em cima da mesa cujo interior era visível a partir do ângulo em que eu estava sentada. Lá dentro era possível ver uma bomba eléctrica de extracção de leite.

Sentimentos e recordações à parte, pensei de imediato como deveria ser duro para ela tirar leite longe do seu bebé. Decidi meter conversa com o intuito de a reconfortar caso precisasse.

Quando a meio da conversa lhe perguntei a idade do bebé, notei uma certa hesitação a que se seguiu a resposta: “já tem 10 meses!”. “Oh, ainda é mesmo bebé!”, disse eu. De seguida percebi perfeitamente o motivo da sua hesitação: “Estão sempre a dizer-me que já é demasiado grande para mamar”.

Eu juro-vos que faço diariamente um esforço para compreender outras perspectivas mas esta noção de que nos podemos intrometer nas escolhas das pessoas incomoda-me imenso. Sobretudo nesta área da parentalidade e mais especificamente no que toca à amamentação, um processo tão pessoal e intimamente ligado à vinculação entre mãe e bebé. Entenderia se fosse uma prática com consequências negativas, mas que malefícios o aleitamento materno traz para a criança? Nutrição e carinho?!

Se a amamentação de cada um fosse um assunto comunitário todos poderíamos dar de mamar àquela criança. Uma vez que apenas a mãe pode, e se a cria é sua e do pai, parece-me claro quem são as partes envolvidas e com direito a partilhar a sua opinião.

Cuidem de vocês, da vossa saúde e dos vossos corpos e deixem que sejam as mães a decidir o que fazem com as suas próprias mamas 

mamas

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Osteopatia

Síndrome de morte súbita e Plagiocefalia

Actualmente, de acordo com as linhas orientadoras da Organização Mundial de Saúde, é aconselhado que os bebés durmam em DD (de barriga para cima) a fim de evitar a síndrome de morte súbita. Esta não tem uma causa determinada, mas parece estar relacionada com um défice de oxigénio em bebés quando deitados em DV (de barriga para baixo) e uma imaturidade de algumas zonas dos seus cérebros.

Desde 1992 que estas recomendações fizeram diminuir em mais de 50% as mortes no primeiro ano de vida, contudo contribuíram para o aparecimento mais frequente de deformidades cranianas nos bebés.

As deformidades cranianas surgem devido a pressões externas exercidas na cabeça do bebé por longos períodos de tempo:

-por factores intra uterinos (tipo de parto, alterações pélvicas maternas, gestação múltipla, etc),

-prematuridade,

-torcicolo muscular congénito,

-deitado de barriga para cima de forma prolongada (para evitar síndrome de morte súbita), por exemplo.

Existem vários tipos de deformidades cranianas, sendo a mais comum a plagiocefalia que significa cabeça oblíqua – “plagio” = obliquo e “cefalia” = cabeça.

cabeças

Através da análise cuidada da história pré, peri e pós-natal, e do exame físico do bebé pode fazer-se o diagnóstico desta disfunção sem qualquer necessidade de exames radiológicos de imagem.

Se observamos o crânio de topo, em caso de plagiocefalia, este tem o formato de um paralelograma com um achatamento oblíquo, a orelha do mesmo lado é mais anterior e a testa e o malar parecem mais proeminentes. O bebé também pode parecer ter menos cabelo na zona achatada.

Contudo isto não é um problema puramente estético. Todas estas assimetrias e consequentes restrições de mobilidade dos ossos podem condicionar o correcto funcionamento de nervos, artérias e veias provocando, por exemplo, refluxo, náuseas, problemas oculares e auditivos, escoliose, problemas na alimentação e na fonação, falta de concentração, entre outros.

E o melhor tratamento? É mesmo a prevenção!

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  • Quando estiver a dormir de barriga para cima, alternar as posições da cabeça
  • Se o bebé estiver desperto e sob vigilância, optar por coloca-lo de barriga para baixo (tummy time)
  • Evitar manter o bebé por longos períodos de tempo nas cadeiras de transporte ou espreguiçadeiras
  • Alternar o braço que usa para amamentar o bebé e a posição que o segura no colo
  • Em caso de torcicolo, ensinar os pais estratégias e exercícios para mobilizar o pescoço
  • Utilizar almofada certificada para prevenção de deformidades cranianas (p.e. mimos ®)

ALMOFADA

  • Ser avaliado por um Osteopata experiente nos primeiros dias de vida, porque quanto mais tempo passa mais sessões serão necessárias para obter os resultados pretendidos.

 

A osteopatia craniana utiliza técnicas manuais suaves e indolores que vão promover a mobilidade dos ossos do crânio para que o seu crescimento seja harmonioso e corrigindo assim qualquer assimetria.

Um estudo experimental controlado aleatorizado de Nuñez Prado em 2007 com 45 bebés mostrou que o grupo intervencionado com osteopatia teve melhor evolução (94.4%) que o grupo controlo (sem tratamento).

Assim, com as novas normativas sobre a síndrome de morte súbita e muitos outros factores, podemos afirmar que as deformidades cranianas são um problema cada vez mais comum, contudo não devem ser encaradas como algo normal! Existem várias estratégias que pode e deve adoptar e o seu Osteopata pode ajudá-lo a avaliar e tratar o seu bebé!

Dra Inês Alves – Osteopata

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Menina, Mulher & Mãe

Podias ser tão mais bonita

Nos seus curtos 3 anos a Leti já ouviu esta frase algumas vezes – não foram muitas, mas foram mais do que as que eu gostaria.

Tanto eu como a minha irmã crescemos cercadas pela ideia de que éramos mais bonitas do que a média por termos olhos claros e cabelo loiro. Felizmente, a vida encarregou-se de nos ensinar que a beleza vai muito para além disso. Contudo, quando estou com a Leti noto que essa ideia continua a persistir.

Cada um terá o seu gosto, nada contra; aceito que exista uma maioria que acha que olhos claros são mais bonitos do que olhos escuros. O que me incomoda é que a beleza dos outros seja definida pelos meus parâmetros (altamente subjectivos) e que eu lhes coloque essa espécie de rótulo.

Há dias no hipermercado a Leti segurava um saco de cenouras na fila para a caixa. Uma senhora passou por nós e em tom de brincadeira disse que não tinha comido muitas cenouras quando era pequenina e que por isso tinha os olhos feios. Entrando olhou para mim e afirmou: “ah os olhos da mãe é que são lindos, os teus e os meus são feios. Que pena não teres os olhos iguais aos da mãe”. Embora a Leti seja pequenina tem uma capacidade de compreensão enorme e ficou de imediato triste. Eu abracei-a e disse-lhe que adorava ter os olhos dela pois a mãe quando lhe bate o sol na cara fica toda aflita e ela não; acrescentei que ela é linda assim e que não a imaginava de outra forma.

Custa-me aceitar esta falta de sensibilidade e a necessidade de criarmos inseguranças uns nos outros, ignorando que o que para mim pesa (cor dos olhos) não corresponde a uma verdade absoluta. Mais, existem comentários que se não trazem nada ao outro que promova o seu bem-estar e/ou evolução poderá viver perfeitamente na minha cabeça, não há necessidade de o verbalizar.

Espero conseguir criar uma criança capaz de perceber o que importa dizer e cuja beleza que vê no outro passe por mais do que o seu tom de pele, cor de cabelo ou dos olhos.

ser bonita

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Fisioterapia Pélvica

Vamos falar sobre… Pavimento Pélvico (Fisiohandme)

Vamos falar de uma região que normalmente é conhecida por pipi, vagina ou “aquilo ali em baixo”…. Embora as mulheres estejam cada vez mais despertas para conhecer melhor a sua região mais íntima, os assuntos que envolvem a vulva ou vagina ainda são tabu. Conversa-se com muito constrangimento de situações que podem surgir a qualquer uma de nós. Umas gotas que saem sem querer quando espirro ou quando faço exercício no ginásio. Uma sensação de pressão, sensação de bola dentro da minha vagina. Uma dor que surge durante as relações sexuais que me atrapalha. Dificuldades em esvaziar o intestino. Ou uma sensação que a minha vagina tem mais espaço desde que o meu bebé nasceu…. em todas estas situações podemos pensar numa disfunção dos músculos do pavimento pélvico. É tempo de conversar abertamente sobre estas questões!

Comecemos pela questão inicial, o que é o pavimento pélvico? O pavimento pélvico é um grupo de músculos, ligamentos e fáscias que formam o “chão” da pélvis. São as estruturas musculares que dão o suporte dinâmico à bexiga, útero e intestino para que os ligamentos não alonguem demasiado. Estes músculos contraem para fechar orifícios e manter a continência (uretra, vagina e ânus), e relaxam para permitir esvaziar a bexiga ou intestino. Têm um grande contributo para uma função sexual prazerosa. A boa notícia é que com treino estes músculos melhoram a sua função!

Então quais podem ser as manifestações do meu corpo? Qualquer sintoma que surge é o corpo a comunicar que algo não está bem, que o sistema não está bem coordenado… o que podemos “ouvir” quando fala… Dificuldades em conter a urina, quando salta ou corre ou quando se ri, espirra ou tosse. Outro sintoma é estar constantemente a ir ao wc esvaziar a bexiga com sensação de urgência. Podemos sentir um peso, uma sensação de bola ao nível genital, frequentemente que piora ao longo do dia, ou depois de um dia em que esteve muito tempo de pé, depois de exercício físico intenso ou que o corpo não estava preparado. Ao lavar-se verifica que a vagina está demasiado aberta, ou sente algo a sair, por vezes ouve ou sente ruídos vaginais (como se fossem gases, mas que saem de dentro da vagina); sente que a vagina está pouco firme nas relações sexuais, com diminuição ou alteração das sensações, por vezes alteração ou diminuição da intensidade do orgasmo ou mesmo anorgasmia (ausência de orgasmo). Dor antes ou durante o acto sexual. Pode acontecer também falta de coordenação muscular e afectar o mecanismo de esvaziar o intestino, tendo uma sensação de esforço ou obstrução a maior parte das vezes, sensação que não esvaziou por completo ou dor anal. Estas situações nunca devem ser encaradas como normais, embora possam ser comuns entre as mulheres com as quais se cruza. Deve procurar ajuda de um fisioterapeuta especializado em disfunções pélvicas, pois não existe nenhuma razão para as mulheres de hoje permanecerem com desconforto e alteração da qualidade de vida se para a maioria das situações existe um tratamento simples e eficaz. Uma correcta função destes músculos permite-nos esvaziar a bexiga e intestino quando e onde queremos, e gozar de relações sexuais com prazer; qual será a razão para não cuidar deste pequeno e precioso grupo muscular?!

veja mais em https://www.fisiohandme.com/single-post/2018/04/07/Porque-devemos-falar-dePavimento-P%C3%A9lvico

Carina Portugal, Fisioterapeuta – Fisiohandme

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Fisioterapia Pélvica

Nova Parceria – Fisiohandme

Fisioterapia para mim é um trabalho de equipa! A minha parte envolve o compromisso de estar presente para cada pessoa, a cada instante; uma relação em que o meu contributo passa por educar, acompanhar, incentivar… é estar aqui e ajudar com todo o meu conhecimento. Para isso, leio muito, estudo, aprofundo cada vez mais, faço cursos, formações que me vão acrescentando e alimentando a vontade de saber mais, capacitando para ajudar mais… dou um pouco de mim a cada pessoa que se cruza comigo e sei que também levam um pouco de mim – os meus conselhos, o meu acreditar em transformar a sua realidade, o meu respeito, os meus conhecimentos técnicos com intenção genuína de ajudar. Sinto-me uma privilegiada, pois conheço partes de histórias de mulheres que mais ninguém sabe, porque posso cuidar deste universo tão íntimo de cada mulher…cada corpo, uma história…uma história que vamos alterar, recuperar, alcançar a liberdade que o corpo reclama para viver a vida…porque é pelo corpo que sentimos as emoções, é no corpo que sentimos os desconfortos, sentimos a incapacidade de ser.

Em 2016 criei o Fisiohandme, um local para servir mulheres em todas as fases da sua vida, para servir de rede de apoio feminino, para acompanhar as recém-mamãs e os seus bebés, para ser “aquele local” em que todas conseguimos obter algo que precisamos. Aqui prestamos serviços de Fisioterapia Pélvica (tratamentos de incontinências urinárias, prolapsos, vaginismo, dor pélvica, disfunções sexuais), uma especialização da fisioterapia que muitas pessoas desconhecem! Temos também muitas actividades para mamãs (tratamento da grávida, recuperação pós-parto) e bebés (vários workshops), contemplando igualmente as mulheres que estão noutra fase da sua vida. Pretendemos empoderar as mulheres através da educação sobre si próprias para que se compreenderam melhor e decidam conscientemente o que é melhor para si.

Tudo o que faço é com paixão, para vocês – mulheres. Podem encontrar-me no Fisiohandme, lá estarei de braços abertos para vos receber!

Ana Carina Portugal, fisioterapeuta de vocação e coração ❤

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