Menina, Mulher & Mãe

Posso encher o seu bebé de germes e, quem sabe, fazê-lo adoecer?

É isto que qualquer mãe ou pai ouvem quando as pessoas se aproximam repentinamente do bebé e tentam beijá-lo e/ou tocar-lhe na cara e nas mãos. Rapidamente soa um alerta mental com direito a buzinas ruidosas e luzes vermelhas que nos impelem a fugir – “Alerta!!! Perigo eminente!!! Evacue o espaço!!!”. Cheguei a sentir-me aquele pedaço de bolacha que cai no parque infantil e rapidamente se vê cercado de formigas que o atacam de todos os flancos – “ele é” outras crianças a tentar mexer na cara do bebé, “ele é”adultos que acham o bebé lindo e por isso querem beijar-lhe as mãos, no fundo “ele é” mãos e bocas que surgem sem aviso. Como é perceptível, um simples passeio pode tornar-se num momento de alguma tensão.

Acredito que tomaram banho de manhã e se sentem a coisa mais “fresh & clean” de sempre, mas a verdade é que não são (nem vocês nem ninguém, não se ofendam). As nossas mãos mexem em dezenas de coisas imundas que, apesar de para nós não apresentem qualquer risco, são altamente prejudiciais para um bebé; a vossa boca é igualmente uma forte transmissora de doenças que embora não vos afectem podem fazê-lo a um bebé, como é o caso do herpes que nos causa apenas algum desconforto ao passo que num recém-nascido pode ser fatal. Mais, não pensem que por beijarem as mãos do bebé não há forma de contágio, pelo contrário, tal quase equivale a beijar a boca do bebé, pois será aí que as mãos irão parar.

Reparem que os bebés vão recebendo as vacinas de forma gradual, mantendo um sistema imunitário algo frágil durante os primeiros tempos. Sei que antigamente as crianças nem recebiam vacinas, que a tia Lurdes beijou todos os sobrinhos na boca ainda na maternidade, que não se esterilizavam os biberões e as chuchas – sim, é verdade, e a taxa de mortalidade infantil era assustadora exactamente por isso! Não vos digo que coloquem as crianças numa redoma ou que fujam de qualquer contacto com os outros – um sistema imunitários que nunca é colocado à prova não se fortalece –  defendo sim que se tenham alguns cuidados, sobretudo nos primeiros meses, como lavar bem as mãos e dar beijinhos/tocar por cima da roupa. Além disso, há que fazer uma leitura das vontades dos pais – esta é a regra de ouro!

Deixo-vos uma lista de alguns comportamentos que poderão adoptar com o intuito de afastar aquelas pessoas que se aproximam do vosso bebé e, ignorando as vossas vontades, tentam “beijar-lhe as mãozinhas fofas e a carinha laroca”:

1 – Soltar um grito à Homer Simpson (D’oh!);

2 – Ensinar o bebé a bolsar nestes momentos (esta é difícil, eu sei);

3 – Fingir que a criança está com uma doença contagiosa;

4 – Fugir com o carro de bebé (para quem usa) e só parar quando encontrarem um local seguro;

5 – Nos dias em que estiverem com menos paciência, usem alguém como transmissor da mensagem (a minha mãe dizia de imediato “toquem só na roupa, a mãe detesta que toquem na pele da menina“);

6 – Colocar rapidamente a nossa mão à frente da boca/mão da pessoa no momento do contacto físico;

7 – Simplesmente ser assertivo e dizer “isso não!” (se quem está do outro lado se ofender, esse será um problema que terá de resolver com o tempo; nós estaremos muito ocupadas a ver os nossos filhos crescerem saudáveis).

Eu sei que os bebés são seres maravilhosos e que a vontade de os acarinhar é instintiva. Como referi, podemos fazê-lo, respeitando os desejos dos pais e adoptando alguns cuidados básicos. O amor e carinho são essenciais no desenvolvimento do bebé, tal como a sua saúde.

 

germes pequenos.jpg

 

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